domingo, 15 de setembro de 2013

A ESCRAVATURA NA ROMA ANTIGA


Desde a monarquia romana e como era habitual nas civilizações antigas, a escravatura era uma condição social aceite e utilizada como base de mão de obra para a evolução económica destas civilizações, que através da força de trabalho deste grupo, que não eram considerados cidadãos, nem detinham direitos, que civilizações floresceram e atingiram importância histórica.

 


 

A escravidão na civilização romana é o tema que é abordado no documento onde é representada uma cena de combate entre gladiadores, e  seus respetivos senhores, pois ser gladiador na sociedade romana poder-se-ia ascender a herói e á fama, mas o individuo só poderia ser gladiador na condição de escravo, o que levava alguns homens livres, quer por dividas, ou por querem tornar-se gladiadores, a submeterem-se livremente á condição de escravo, esse ato, denominava-se “... diminuição de personalidade...”.


Os filhos de escravos tinham como destino ser escravos, por “... exposição...”, em que uma criança poderia ser abandonada ou escravizada por decisão do representante familiar, por “... cativeiro...”, ou seja, por prisioneiro de guerra, esta foi uma das maiores fontes de escravos, (que no período seguinte á Segunda Guerra Púnica (218-201 a.C.) aumentou o peso da escravatura na sociedade romana), e como consequência das “... guerras da conquista...”, também de referir o comercio de escravos como uma fonte importante do aumento desta condição social. 

O estatuto social que um escravo detinha que fundamentalmente não era nenhum, um escravo era considerado um bem material ou um instrumento agrícola como Catão os caracterizou tinham condições de vida miseráveis, e consoante a área económica em que eram utilizados, variavam as suas condições de vida, de salientar os que trabalhavam na agricultura e nas minas, viviam em condições sub-humanas, os escravos urbanos viviam em melhores condições. 

No fim da republica e durante o período do Império, que por influência do “... estoicismo...”, referido no documento dois, em que esta corrente filosófica (pré-humanística), proveniente da Grécia e difundida em Roma no ano 155 a.C., por Diógenes de Babilónia, vem lançar um novo olhar da sociedade romana sobre a condição de escravatura, o que não é alheio também para esta mudança, o período de paz que se registou nesta época e que teve como consequência uma diminuição desta fonte de escravatura (menos prisioneiros de guerra e mais mão de obra assalariada). 

O escravo adquiriu alguma “... capacidade jurídica...”, a partir do séc. II a.C., os escravos com mais qualificações começaram a deter um papel com maior relevância na sociedade, como por exemplo: tarefas no governo da casa dos seus senhores, começaram a administrar negócios e a exercer funções de secretários, contabilistas e caixeiros, e alguns mesmo conseguiram enriquecer também começaram a trabalhar no comércio e atividades artesanais.

Esta evolução irá culminar num movimento em crescente de libertação de escravos, que dará origem a uma nova condição social os liberti, indivíduos livres e com direitos e deveres jurídicos, de salientar que estes cidadãos passaram a ter um papel importante na sociedade do regime Imperial a nível municipal.

O processo de libertação, que principalmente os escravos urbanos mais beneficiaram, poder-se-ia recorrer a três formas: pelo recenseamento em que o senhor autorizava a libertação, perante os censores, por testamento do dono do escravo que após a morte deste concedia á libertação do escravo (servus), ou por reivindicação de um homem livre perante um pretor, quando um dono de escravo se recusava a libertar este.

Em resumo, a condição de escravo foi-se desvanecendo ao longo do tempo, quer por legislação que caminhava numa maior proteção desta classe desfavorecida, (como por exemplo, decreto de Antonino Pio, que passou a considerar o assassinato de um escravo um crime de homicídio), quer por influências de correntes filosóficas, ou o surgimento do Cristianismo, esta condição humana começou por ser censurada e a sua existência foi diminuindo.

Bibliografia:

CENTENO, Rui Manuel Sobral. CIVILIZAÇÕES CLÁSSICAS II ROMA, Universidade Aberta, 1997.

Sem comentários:

Enviar um comentário